terça-feira, 12 de abril de 2011

Aeroporto de Congonhas comemora 75 anos

  O Aeroporto de São Paulo/Congonhas completa nesta terça-feira (12/4) 75 anos de atividades. Segundo maior aeroporto da Rede Infraero em movimentação de passageiros (atrás apenas de Guarulhos), Congonhas cresceu juntamente com a cidade de São Paulo. Nesse ínterim, recebeu uma série de investimentos que o fizeram acompanhar o crescimento de uma demanda em constante expansão.

      Atualmente, a Infraero, responsável pela administração do aeroporto, está empenhada na construção da nova Torre de Controle de Congonhas, orçada em R$ 14,8 milhões. Com 40 metros de altura, a nova Torre garantirá aos controladores de voo maior visibilidade do Sistema de Pistas e Pátio, conferindo maior segurança às operações de pouso e decolagem. A obra tem conclusão prevista ainda para o primeiro semestre de 2011.

      Recentemente, em 2007, a Infraero concluiu a obra de reforma e modernização do Aeroporto de Congonhas – orçada em R$ 209 milhões – que incluiu revitalização do Terminal de Passageiros e Sistema de Pista e Pátio.

      
De acordo com a superintendente do aeroporto, Eliana Akemi, os 75 anos de Congonhas confirmam a importância do equipamento para a cidade. “O Congonhas é uma construção urbana essencial e integrada à vida econômica e cultural da região. Todos esses anos de desenvolvimento, transformações e aprendizados fizeram dele um dos maiores complexos aeroportuários do Brasil", notou Eliana.
 
   Aeroporto de São Paulo/Congonhas (SP)
      O Aeroporto de São Paulo/Congonhas (SP) dispõem de duas pistas para pousos e decolagens (principal e secundária), com movimentação de passageiros diária de 43 mil e capacidade anual para 17,1 milhões de passageiros. O Terminal de Passageiros possui 81 balcões de check-in, 10 elevadores, oito escadas rolantes, cinco esteiras de restituição de bagagens, além de 65 opções de lojas e serviços.

      Os usuários contam ainda com um edifício garagem com mais de três mil vagas para estacionamento de veículos.

      A Infraero desenvolve em Congonhas o projeto social Hangar do Aprendiz, oferecendo cursos de informática e capacitação profissional para jovens do entorno do aeroporto. Em 2010, o projeto capacitou cerca de 200 jovens.


   Assessoria de Imprensa – Infraero

França quer acelerar buscas de caixas-pretas de avião da Air France


O Escritório de Análises e Investigações daFrança (BEA, na sigla em francês), que apura as causas do acidente com o voo AF 447 da Air France, informou nesta terça-feira (12) que está tentando acelerar o início do lançamento da quinta fase de buscas pela aeronave, que tem como prioridade a procura das caixas-pretas do avião e o resgate de corpos e destroços no Oceano Atlântico.
Na semana passada, o governo francês havia estimado que essa nova operação deverá ser lançada entre o dia 25 de abril e o início de maio.
"Estamos fazendo o máximo para tentar reduzir o prazo ou pelo menos cumpri-lo e iniciar a fase 5 o mais rapidamente possível", disse à BBC Brasil Martine Del Bono, porta-voz do BEA.
"Nossa prioridade é localizar e analisar as caixas pretas do avião", afirmou Del Bono.
O Airbus da Air France caiu no Atlântico em 31 de maio de 2009 após decolar do Rio com destino a Paris com 228 passageiros.
Caixas-pretas
Maarten van Sluys, diretor da Associação dos Familiares das Vítimas do Voo Air France 447 (AFVV 447), que esteve na segunda-feira em Paris em uma reunião com representantes do governo francês e do BEA, disse à BBC Brasil ter sido informado durante o encontro sobre a probabilidade de que as caixas-pretas estejam na fuselagem já encontrada e possam ser resgatas.
"Não houve a informação categórica de que as caixas-pretas foram achadas. Eles nos mostraram fotos da cauda, que está intacta, e disseram que muito provavelmente elas podem estar ali", afirmou Van Sluys.
As duas caixas-pretas, que gravam os dados técnicos do voo e as conversas dos pilotos, costumam estar situadas na parte traseira do avião.
Não se sabe ainda, no entanto, se as caixas-pretas do vôo AF 447 teriam sido destruídas pelo choque e se poderão ser analisadas, após ficarem quase dois anos no fundo do mar.
'Estamos determinados a fazer o máximo, em termos de recursos técnicos, para conseguir analisar as informações das caixas-pretas', disse a porta-voz do BEA.
Robô com 'braços'
O navio francês Ile de Sein, da Alcatel-Lucent Submarine Networks, que será utilizado na quinta fase de buscas, será equipado com um robô com 'braços' articulados, comandado por computador.
O navio deverá deixar Cabo Verde, país insular a cerca de 600 km da costa ocidental da África, rumo ao Brasil no dia 21 de abril.
A fuselagem do avião da Air France foi localizada em 2 de abril por robôs submarinos que participavam da quarta fase de buscas, encerrada na última sexta-feira.
Os destroços estão a 3,9 mil metros de profundidade a apenas alguns quilômetros ao norte da última posição conhecida nos radares.
O BEA não quer divulgar a localização exata dos destroços, alegando querer proteger o local, o que desagrada os representantes dos familiares das vítimas.
A associação AFVV 447 considerou a reunião da segunda-feira 'decepcionante' porque o governo francês se recusou a autorizar a presença de um representante das famílias a bordo do navio na quinta fase de buscas.
A AFVV 447 também contesta o fato de que os corpos e os destroços que serão resgatados fiquem sob a custódia exclusiva das autoridades francesas. Segundo Van Sluys, medidas judiciais serão tomadas para tentar evitar isso.
g1.com